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rec · llanaditas · comuna 8 · 202600:00:00:00
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favela ocho

llanaditas · comuna 8 · 2026com o Movimiento Urbano, em diálogo com Fotogracria (Rocinha) e Arteviana (Maré)

Favela, no Rio; comuna 8, em Medellín. Este projeto parte de uma pergunta simples: o que acontece quando duas periferias, cada uma de um lado do continente, começam a conversar?

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o bairro

texto coletivo dos jovens de Llanaditas

Na encosta da zona centro-oriental de Medellín, abrigado pelo cerro Pan de Azúcar, fica Llanaditas, um bairro que aprendeu a escrever a sua história entre caminhos íngremes e estreitos, sonhos grandes e corações solidários. Este território se tornou um símbolo de resistência, esperança e amor, apesar da dificuldade da sua história. Llanaditas não vive das suas ruas, mas da sua gente: do sorriso das crianças brincando nas canchas, da sua gente empreendedora, dos seus trabalhos e da arte dos jovens, onde cada estação conta uma história. Nosso bairro se caracteriza pelas suas ladeiras íngremes, por onde, dia após dia, entram e saem vários transportes públicos, sejam táxis, ônibus ou motos, que nos levam à rotina: trabalho, estudo ou compromissos pessoais. Nosso bairro tem ruas estreitas e muitos becos. Vivemos rodeados de cachorros e gatos que nos acompanham todos os dias nas ruas. Contamos com um meio de transporte muito prático, que é o metrocable, e temos vistas muito bonitas, que nos caracterizam. Cada mural é uma história de vida.

texto original

En la ladera de la zona centrooriental de Medellín, y abrigado por el cerro Pan de Azúcar, se encuentra Llanaditas, un barrio que ha aprendido a escribir su historia entre caminos empinados y estrechos, sueños grandes y corazones solidarios. Este territorio se ha convertido en un símbolo de resistencia, esperanza y amor, a pesar de la dificultad de su historia. Llanaditas no se detiene por sus calles, sino por su gente, por la sonrisa de sus niños jugando en las canchas, por su gente emprendedora, sus trabajos y el arte de los jóvenes, donde cada estación cuenta una historia. Nuestro barrio se caracteriza por sus lomas empinadas, donde día a día entran y salen diversos transportes públicos, sean taxis, buses o motos, que nos llevan a la vida rutinaria: trabajo, estudio o diligencias personales. Nuestro barrio posee calles angostas y muchos callejones. Vivimos rodeados de perros y gatos que nos acompañan día a día en las calles. Contamos con un medio de transporte muy práctico como lo es el metrocable y tenemos unas vistas muy lindas que nos caracterizan. Cada mural es una historia de vida.

Llanaditas se agarra à encosta leste do vale, embaixo do cerro Pan de Azúcar, entre becos estreitos, escadarias e canchas. O metrocable passa por cima dos telhados. É também na parte alta de Llanaditas que fica Golondrinas.

Enquanto percorremos as ruas, sentimos o cheiro delicioso de padaria. Acontecem partidas de rua em que nos estressamos para ver quem ganha, mas cada risada nos contagia de felicidade. A energia de cada pessoa e o seu jeito maravilhoso de ser fazem da comuna 8 um lugar melhor, onde as pessoas se amam e gostam de fazer parches. O melhor que podemos oferecer é a alegria da nossa gente e o que oferecemos culturalmente. Vem conhecer o meu bairro.

e o brasil

Entre casas e montanhas, becos e escadarias, encontramos histórias parecidas com as nossas. O Brasil não se define só pelas suas paisagens, mas também pela sua gente simpática e trabalhadora, pelos seus carnavais e pela sua música. Apesar dos desafios sociais e econômicos que enfrentam, é a alegria e a riqueza cultural dos brasileiros o que mais impressiona. Estes dois países têm uma grande riqueza natural e uma enorme biodiversidade. Apesar das diferenças, as semelhanças são maiores.

favela
02

a oficina

Durante vários meses, os jovens de Llanaditas receberam fotografias da Rocinha, assinadas por Fotogracria, e da Maré, assinadas por Arteviana, acompanhadas dos textos das autoras. Olharam essas fotos com calma, comentaram por escrito e depois saíram pelo bairro para responder com as suas próprias imagens. O trabalho não era aprender uma técnica, mas construir um olhar.

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os diálogos

Cada cartaz coloca duas imagens frente a frente: uma fotografia do Rio e uma resposta de Llanaditas, ou o contrário. Embaixo de algumas, o comentário escrito por uma ou um jovem de Llanaditas. Dezoito diálogos, em três salas.

planta da exposição

  1. 01brincar, crescer6 diálogos
  2. 02olhares5 diálogos
  3. 03a rua, a tienda7 diálogos
01sala6 diálogos

brincar, crescer

Dos dois lados do continente, as mesmas brincadeiras: a piscina de plástico, os videogames, a rua como campinho.

diálogo 01 / 18cartaz 02
breno y brian, apelones en el juego de la vida
rocinha · rio

breno y brian, apelones en el juego de la vida

breno e brian, apelões no jogo da vida

Os irmãos Breno e Brian jogando The King of Fighters numa barbearia, nos becos do Valão. Esta fotografia foi exibida, junto com outras da autora, no show da cantora pop brasileira Ludmilla no Rock in Rio, e esteve entre as mais comentadas do mundo naquele dia.

comentário de Nikol

Vejo dois meninos que, como diz a legenda, se chamam Breno e Brian. Eles estão jogando The King of Fighters numa barbearia. Um dos irmãos tem o cabelo loiro e está sem camisa, em pé, enquanto o irmão está sentado. Eu nunca vi barbearia com jogos, mas já vi lugares onde as pessoas se juntam para parchar com jogos. Escolhi a foto porque me chama a atenção como as crianças conseguem passar horas jogando: elas estão felizes jogando e curtindo juntas.

tiempo de parche

tiempo de parche

tempo de parche

Nesta imagem podemos ver o vínculo entre dois homens que dividem umas maquininhas de jogo, que fazem parte dos nossos jogos nas tiendas desde a infância. Podemos ver a semelhança entre as duas imagens: duas pessoas, num espaço público, se divertindo juntas com um jogo.

diálogo 04 / 18cartaz 04
fun

fun

diversão

Vejo uns rapazes jogando sinuca, felizes, curtindo juntos. Eles estão passando o tempo e jogando, se distraindo.

niñas de mi barrio

niñas de mi barrio

meninas do meu bairro
comentário de Michelle

Nesta fotografia vejo umas meninas posando. Ela me mostra algo muito alegre. Escolhi esta fotografia porque ela tem muito a ver com as meninas do meu bairro e me traz lembranças muito bonitas de quando eu era pequena e passava muito tempo com outras meninas do meu bairro. Ela também me conecta muito com as nossas raízes.

diálogo 06 / 18cartaz 05
parchecito en la favela
maré · rio

parchecito en la favela

um parchecito na favela

Crianças curtindo uma piscina num dia de sol, na favela da Maré. Entre os becos da Nova Holanda, os crias se refrescam do calor do Rio.

comentário de Mildrey

Escolhi a foto porque ela mostra que dá, sim, para aproveitar a infância sem tanto luxo nem tanta tecnologia. Ela mostra a humildade e a gente boa: crianças, mães e famílias curtindo com pouco, uma piscina, um varal e um espaço simples para brincar. Mostra o direito de curtir o lazer de forma livre. Ela me lembra a minha infância, os parches em família, a hora do recreio e como a gente era feliz.

los tres

los tres

os três

Nesta fotografia dá para ver três crianças posando em frente a uma grade. Elas parecem tranquilas e unidas, dividindo um momento no bairro. A imagem mostra a amizade, a alegria e o jeito como as crianças se divertem juntas em lugares simples. Ela me lembra os amigos de infância e os momentos que a gente vive na comunidade.

diálogo 07 / 18cartaz 05
kurumins, el futuro de rocinha
rocinha · rio

kurumins, el futuro de rocinha

kurumins, o futuro da rocinha

Meninas e meninos brincando numa laje na Dionéia, durante o inverno. Em tupi, “kurumin” ou “kurumí” significa “criança”. A autora acredita que o futuro começa com o respeito e com o que os mais velhos ensinam às crianças.

comentário

Um grupo de crianças aparece rindo numa laje, aproveitando um dia de sol e a amizade. Todas parecem contentes porque estão juntas e compartilham a infância e, assim como as crianças da minha comunidade, conseguem viver com alegria apesar dos problemas.

tiempo en la esquina

tiempo en la esquina

tempo na esquina

Escolhi esta foto porque, para mim, ela representa a resistência e a busca dos moradores da nossa comuna, que, apesar das adversidades, continuam lutando por um futuro melhor para a sua gente. Dá para ver a semelhança deste lugar com os do Brasil pelas cores: são lugares onde as pessoas passam tempo na rua.

diálogo 12 / 18cartaz 08
re-infancia

re-infancia

re-infância

Crianças soltando pipa no campinho. O cenário traz a sensação de que a infância pode ser vivida em qualquer lugar.

comentário

Esta imagem me faz pensar numa comunidade unida. Nosso bairro tem mais de quatro canchas onde a gente pode estar junto, como bairro. Ela me lembra os momentos que a gente vive quando criança no cerro, onde a gente convive como irmãos e com os primos. Escolhi esta foto porque ela me lembrou que, por não ter um lugar seguro para crescer, como irmã mais velha eu tive que cuidar dos meus irmãos enquanto a minha mãe buscava o sustento de uma casa sem pai.

la niñez compartida

la niñez compartida

a infância compartilhada

Vejo crianças se divertindo na cancha do bairro. Acho que a foto mostra a infância e como dá para se divertir numa cancha. Escolhi a foto porque gostei da semelhança com as crianças e os jovens do Brasil: dá para passar tempo com os amigos numa cancha.

diálogo 14 / 18cartaz 08
crías del ladrillito

crías del ladrillito

crias do tijolinho

Garotos jogando bola num campo abandonado pelo tempo.

comentário

Vejo uns meninos jogando futebol num lugar abandonado, animados e felizes. Às vezes nem todos nós temos os mesmos recursos e, mesmo assim, tem criança que não desiste, como quando vejo as crianças do meu bairro jogando numa plancha ou num quintal, com a mesma vontade que teriam numa cancha normal.

reflexiones

reflexiones

reflexões

Nesta foto vemos o trabalho diário que as pessoas fazem para conseguir e vender carne no seu bairro, se esforçando para ter estabilidade econômica. Assim como no Brasil, aqui também vemos pessoas do mesmo setor saírem para trabalhar, se apoiarem e exercerem o seu ofício com compromisso.

02sala5 diálogos

olhares

Rostos que encaram a lente, de uma favela a outra.

diálogo 03 / 18cartaz 03
mirada profunda

mirada profunda

olhar profundo

Essa foto traz um olhar silencioso e até mesmo marcante, como um questionamento. Ele olha pra dentro do que vê, ele olha pro profundo. Acho que o olhar dele acaba fazendo a gente pensar, e foi por isso que o escolhi.

comentário de Katerin

Vejo um rapaz de olhar apagado, que não tem medo. O rosto dele parece sério. Isso me faz pensar que ele tem uma expressão de seriedade, parece uma pessoa territorial. Onde eu vivo, costumo ver pessoas com o olhar muito apagado, como o menino da foto. Escolhi essa foto porque o olhar dele, apagado e profundo, me chamou muito a atenção.

mucha paz en la ventana

mucha paz en la ventana

muita paz na janela

Dora, minha mãe, uma mulher incrível e linda. Ela faz de tudo para me deixar feliz. A Clara é chata, mas eu a amo.

comentário

Vejo uma senhora e umas moças debruçadas na janela. Dá para ver que elas estão muito felizes, e também dá para perceber que é uma favela, e ela parece muito acolhedora. Essa foto tem muito a ver com o lugar onde eu vivo, porque eu também sou muito feliz aqui: eu me dou bem com a minha comunidade. Escolhi essa foto porque gosto muito de ver como elas parecem unidas.

diálogo 09 / 18cartaz 06
la pasión por el verde

la pasión por el verde

a paixão pelo verde

Para mim, ela mostra o jeito como cada pessoa expressa o que gosta de fazer. Como o menino dos grafites, cada pessoa se apaixona pelo que gosta.

maquininha, rey del corte
rocinha · rio

maquininha, rey del corte

maquininha, rei do corte

Peterson, o Maquininha, é barbeiro e artista, muito conhecido na Rocinha, mas também em todo o Brasil e fora dele. Fotogracria documenta a trajetória dele desde 2020.

comentário

Vejo dois homens, um cortando o cabelo do outro. O que está cortando tem tatuagens, dá para ver que ele tem a própria barbearia, e ele parece alegre e carismático. Acho que ele tem muito talento e que entrega o seu amor à barbearia. Escolhi essa foto porque o talento dos barbeiros me chamou a atenção.

diálogo 10 / 18cartaz 06
bruno, para siempre niño
rocinha · rio

bruno, para siempre niño

bruno, para sempre menino

Bruno sorrindo no Largo da Roupa Suja antes de ir à praia, que fica a poucos minutos da Rocinha. Bruno foi um dos primeiros fotógrafos com quem a autora teve contato, e é uma grande referência na arte dela.

comentário de Johelly

Dá para ver um rapaz que, pelos olhos e pelo sorriso, transmite alegria, mas, olhando um pouco além, os olhos dele parecem inchados de cansaço. Pelo cabelo e pelo bigode, ele está ligado na moda da cidade dele. Esta imagem tem a ver com a moda que também se vê na nossa cidade: as pessoas assumem uma identidade pelo cabelo.

la virgen del carmen

la virgen del carmen

a virgem do carmo

Nesta imagem podemos ver a Virgem do Carmo, de quem muitas pessoas do lugar onde vivemos são devotas. Ao fundo, podemos ver uma concha.

diálogo 16 / 18cartaz 09
sr. damoé

sr. damoé

Essa foto traz um olhar silencioso e até mesmo marcante, como um questionamento. Ele olha pra dentro do que vê, ele olha pro profundo. Acho que o olhar dele acaba fazendo a gente pensar, e foi por isso que o escolhi.

comentário de Suasana

Consigo ver um homem num lixão, reciclando para dar um uso melhor ao lixo: papelão, madeira e coisas que podem ter um segundo uso. A foto mostra o que as pessoas de baixa renda têm que viver, lutando todos os dias para vencer na vida com um trabalho honesto. Na minha comuna também se veem pessoas reciclando. É algo muito comum em muitos lugares do mundo.

mirada de tienda

mirada de tienda

olhar de tienda

Esta foto mostra uma pessoa dentro de uma tienda, num momento simples do dia a dia. O olhar dela parece silencioso, mas ao mesmo tempo cheio de pensamentos. A imagem nos faz pensar nas pessoas que estão sempre presentes no bairro: trabalhando, esperando, observando e fazendo parte da vida do lugar.

diálogo 18 / 18cartaz 10
olhar profundo

olhar profundo

Essa foto traz um olhar silencioso e até mesmo marcante, como um questionamento. Ele olha pra dentro do que vê, ele olha pro profundo. Acho que o olhar dele acaba fazendo a gente pensar, e foi por isso que o escolhi.

allanzinho, atleta en la calle
rocinha · rio

allanzinho, atleta en la calle

allanzinho, atleta de rua

Allan é cria da Rocinha, muito inteligente e perseverante; o sonho dele é ser um grande skatista. Naquele dia, ele estava tentando descer uma ladeira íngreme na Rua 4 e, depois de muitas tentativas, conseguiu.

comentário

É parecido em algumas coisas: os materiais, a vista e a presença das crianças, embora aqui a maior parte da infância seja no celular e quase não se vejam mais crianças brincando sem ele. Nesta foto vejo algo que me lembra muito a minha infância: a arte e a cultura das crianças, como elas brincavam antes e como a infância mudou à medida que eu fui crescendo.

03sala7 diálogos

a rua, a tienda

A venda da esquina, a padaria, a praça, a ladeira: a vida que acontece na rua, no Rio como em Medellín.

diálogo 02 / 18cartaz 03
entre comunas

entre comunas

Nesta foto dá para ver um bairro da comuna 8 cheio de escadarias. Dá para observar as ruas estreitas, as esquinas de sobe e desce e as casas empilhadas por todo o setor.

verde

verde

Quando as pessoas têm orgulho do seu time e enfeitam tudo com as cores da bandeira, é uma forma de se sentir pleno e de apoiar o time. Lembra o Brasil, pelo futebol.

diálogo 05 / 18cartaz 04
cotidiano

cotidiano

Uma mulher participa de uma partida de dominó num comércio local.

comentário de Katerin

Vejo duas pessoas da terceira idade numa vendinha, jogando dominó, passando o tempo. Isso me faz pensar que elas ainda podem aproveitar e ficar parchando, em vez de ficar na tecnologia.

casa de experiencia
llanaditas · medellín

casa de experiencia

casa de experiência

Esta é uma fotografia em que dá para ver uma pessoa idosa numa casa. Ela mostra o cansaço do tempo e dos anos: os olhos refletem os cansaços vividos, as rugas, tudo o que ela viveu e continua vivendo. Tem a ver com as fotos do Brasil porque aqui em Llanaditas também dá para ver pessoas assim, com experiência, que nos momentos compartilhados transmitem paz, lembranças e mais histórias.

diálogo 08 / 18cartaz 05
di’ keke en la plaza

di’ keke en la plaza

di’ keke na praça

Meninas sorrindo, sentadas numa praça, posam para a foto, cada uma fazendo uma pose. Esta foto mostra uma infância pura, de amizade entre quatro meninas.

una parte del barrio

una parte del barrio

um pedaço do bairro

Podemos ver um pedaço do bairro, muitos comércios coloridos e pessoas aproveitando o lugar. Em cada esquina dá para curtir coisas pequenas com pessoas importantes ao seu redor.

diálogo 11 / 18cartaz 07
parche de tienda
maré · rio

parche de tienda

o parche da vendinha

Numa vendinha da Rubens Vaz, alguns homens se encontram para beber, comer e jogar conversa fora. Esta foto representa muito a essência favelada: o encontro entre as vivências deste território.

el aroma del pan

el aroma del pan

o cheiro do pão

Vejo uma padaria com seus produtos, três pessoas e motos bonitas. Quando passo por lá, vejo velhinhos tomando tinto, e digo velhinhos porque as crianças de hoje não vão comprar nada na padaria. Acho que, na verdade, eu adoro o pão e as histórias.

diálogo 13 / 18cartaz 08
desde lo profundo

desde lo profundo

do mais profundo

Tem várias semelhanças com a outra imagem, porque dá para ver a paixão pelas motos. Dá para perceber que os bairros são diferentes, mas têm rotinas parecidas, mesmo com culturas diferentes.

movimiento
maré · rio

movimiento

movimento

Três crianças brincam de fingir que estão pilotando uma moto na Nova Holanda. Mesmo paradas, há movimento: não só o físico, mas também o do mundo imaginário, com o sonho de um dia ter a sua.

diálogo 15 / 18cartaz 09
barriendo sueños
llanaditas · medellín

barriendo sueños

varrendo sonhos

Vemos uma mulher cujo trabalho é varrer as ruas do bairro: ela tem que percorrer todas as ruas para deixá-las limpas. Acho curioso que nas fotografias do Brasil não apareça ninguém varrendo. Escolhi esta imagem porque dá para ver a luta do trabalho duro.

rezos para el mañana

rezos para el mañana

rezas para o amanhã

Um senhor negro da favela reza por dias melhores. É importante mostrar também a fragilidade: rezar, esperar e manter a fé no meio do dia a dia.

diálogo 17 / 18cartaz 10
breninho, terror de la rua 4
rocinha · rio

breninho, terror de la rua 4

breninho, terror da rua 4

Breno, filho de Vanessa Fernandes, é cria da Rua 4: muito inteligente, alegre e conhecido por todo mundo. Durante uma sessão de pintura na Cidade Nova, no feriado de Natal de 2020, Breno brinca feliz com uma lata de tinta spray na mão e atravessa a rua sem perceber que atrás dele passa uma patrulha da UPP.

chimba de comida

chimba de comida

uma chimba de comida

Esta foto representa a resistência, o apego e a vontade de vencer na vida num bairro humilde. Tem a ver com todos os trabalhos que se fazem no Brasil e aqui na Colômbia. Escolhi essa foto porque gosto do que as duas pessoas mostram, trabalhando para vencer na vida.

04

as vozes

Olhar uma imagem do outro lado do continente é também olhar para si mesmo. Os comentários dos jovens falam do Rio e, logo, da própria infância, da rua, da mãe.

Nikol, Katerin, Michelle, Mildrey, Johelly, Suasana

05

o percurso

Dez cartazes A0 foram colados nas ruas de Llanaditas: nas paredes vermelhas, verdes, turquesa, em frente às tiendas, ao longo das subidas. Uma visita guiada com megafone levou os moradores de cartaz em cartaz.

a exposição, muro a muro

cartaz 01 · no local
01cartaz 01 / 10
cartaz 01

cartaz de abertura

num muro laranja, no alto de uma escadaria, lido no megafone durante a visita

cartaz 01 · no localcartaz 01 · no localcartaz 01 · no local

O dia do percurso por Llanaditas: a padaria da esquina, a rua sob as bandeirinhas, a visita.

o rolo

Trinta e sete fotogramas feitos em 35 mm durante a colagem e a visita, na ordem do rolo.

35 mm · llanaditas · 2026 · 37 fotogramas
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o arquivo

os parceiros

com o Movimiento Urbano, em diálogo com Fotogracria (Rocinha) e Arteviana (Maré)

mOstMovimiento Urbano

créditos

Fotografias e vídeos: as crianças e os jovens dos quatro bairros e a equipe do mOst.

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